Dermamatica: IA portuguesa acelera deteção do cancro da pele

Plataforma criada por estudante da Universidade Católica apoia médicos de cuidados primários com avaliações imediatas de risco.

João Silva Gil
Dezembro 24, 2025
13:45

A Dermamatica, apresentada na Web Summit por Sam Izadloo, estudante de Medicina na Universidade Católica Portuguesa, promete acelerar a deteção precoce do cancro da pele através de Inteligência Artificial (IA) aplicada à análise de imagens. A plataforma foi desenvolvida para apoiar médicos de cuidados primários no primeiro contacto com o paciente. A partir de uma fotografia, gera um risk score e um heatmap que destacam as características que levaram à avaliação da IA.

O objetivo é reduzir atrasos na referenciação e facilitar a identificação de lesões suspeitas, sobretudo em contextos onde o acesso a dermatologistas é limitado. A ferramenta pretende agilizar o percurso do paciente e melhorar a triagem inicial.

Segundo o fundador, a explicabilidade do sistema é essencial para criar confiança. “Os médicos conseguem perceber por que motivo uma lesão é considerada suspeita, o que apoia decisões mais informadas”, diz Sam Izadloo, que destaca o interesse conseguido na Web Summit.

Neste momento, a Dermamatica encontra‑se em fase piloto e será disponibilizada comercialmente em Portugal após cumprir os requisitos regulamentares, incluindo a certificação CE MDR. Nesta altura, a equipa procura parcerias com hospitais e clínicas.

Nascido no Irão e criado na Ucrânia, Sam Izadloo foi forçado a fugir de Kharkiv quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Chegou então a Portugal e hoje, com 26 anos, é estudante no 4.º ano de Medicina na Universidade Católica Portuguesa, onde integra a comunidade académica e criou um canal de YouTube, Med Mate, destinado a estudantes de medicina.

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